Câmara discute a manutenção das escolas de ensino médio do município

Por Ascom/CMCF em 24/03/2017
Vereadores receberam representantes dos colégios de ensino médio do município, que correm o risco de serem fechados por orientação do Ministério Público

Na sessão de ontem, 23, os vereadores de Cabo Frio receberam os representantes das escolas de ensino médio mantidas pelo município: Rui Barbosa, Arlete Rosa Castanho, Nilo Batista, Marli Capp e Elza Bernardo, que lutam para não serem fechadas!


Juntas, a sociedade civil e a Casa Legislativa pretendem sensibilizar o Ministério Público (MP) e o Poder Executivo sobre a questão da transferência do ensino médio para o Estado. 


O MP sugere que a Prefeitura passe a gestão de todo o ensino médio municipal para o Governo do Estado e que concentre seus esforços em atender com plenitude as demandas da educação infantil, que hoje possui mais de 5 mil crianças fora da escola, entre outros problemas.


Mas, para os representantes dos colégios de ensino médio do município, a medida além de não assegurar que o problema da educação infantil será resolvido, irá prejudicar mais de 1.500 alunos que hoje são atendidos pelo município em condições superiores ao que o Estado oferece na região. O Colégio Rui Barbosa, por exemplo, é referência no Ensino Médio em Cabo Frio.


Para o vereador Rafael Peçanha: “É inacreditável estarmos discutindo direitos já adquiridos e coisas que estão dando certo quando, na verdade, deveríamos estar concentrados em conquistar novos direitos! Sabemos que a orientação é a de que o ensino médio seja de responsabilidade do Estado, mas isso não quer dizer que o município não possa fazê-lo. Acreditamos que Cabo Frio tem condições para manter os colégios funcionando e vamos brigar por isso”, declara.

O presidente da Câmara, Aquiles Barreto, ressaltou que é necessário que os vereadores e os representantes dos colégios tenham argumentos irrefutáveis e, para isso, precisam fazer um levantamento histórico, com relatos e fatos que possam sensibilizar o Ministério Público e o Poder Executivo:

“Precisamos formalizar juntos, vereadores da situação e da oposição, um documento, com propostas objetivas e possíveis de serem cumpridas, para ser encaminhado ao MP. Para isso, temos que ouvir os representantes dos colégios, os professores, os alunos, o prefeito e a sociedade. A casa legislativa entende que é necessário lutar por nossas escolas, mas precisamos fazer isso de forma legal e coerente, sem prejuízos futuros”, afirmou o vereador.


O vereador Oseias de Tamoios lembrou que alguns dos colégios em questão ficam no Segundo Distrito, que precisa de um olhar mais atento do poder público e da justiça, visto que possui mais de 80 mil habitantes e um grande déficit de vagas não apenas no ensino médio, mas também no fundamental. Para o vereador, o fechamento das escolas municipais será um retrocesso.


Alunos e professores participaram da discussão na assistência, enriquecendo ainda mais o debate. Ao final da sessão, o presidente Aquiles Barreto concordou em receber os vereadores e os diretores das escolas em seu gabinete para juntos, efetivamente, prepararem um documento para ser apresentado hoje (24), na audiência pública marcada para as 14h, no auditório da Prefeitura Municipal, com propostas e sugestões da Câmara.